Myebook – As coordenadas do sonho
Shared via AddThis

Myebook – As coordenadas do sonho
Shared via AddThis
Se pensa que ninguém consegue adivinhar aquilo em que está a pensar, experimente o AKINATOR. O Akinator é capaz de adivinhar a personagem real ou fictícia em que está a pensar. Experimente… pense numa personagem e vá respondendo às questões que o génio vai colocando. Não é infalível, mas há fortes probabilidades de acertar. Ouse desafiar o génio!
Na próxima segunda-feira, dia 18 de Maio, comemora-se o Dia Internacional dos Museus. Este ano, as comemorações subordinam-se ao tema ““Museus e Turismo”.
Com um leque preenchido de actividades – exposições, ateliês, concertos, peças de teatro, filmes, gastronomia – os museus e palácios nacionais abrem portas ao público, excepcionalmente, segunda-feira.
A página do Instituto dos Museus e da Conservação apresenta mais informações na página dedicada a este dia internacional.
Sugere-se uma visita ao Museu dos Biscainhos, em Braga. Este museu oferece uma “exposição permanente [que] permite o conhecimento contextualizado de colecções de artes decorativas (mobiliário, ourivesaria, cerâmica, vidros, têxteis, etc), instrumentos musicais, meios de transporte, gravura, escultura/talha, azulejaria e pintura, da época compreendida entre o século XVII e o primeiro quartel do século XIX.
O jardim do museu é um dos mais significativos do período Barroco em Portugal.

Museu dos Biscainhos, Braga
Image via WikipediaMudei para a minha Sala de Conferências particular. A partir de agora, aqui não acontece quase nada. A ver vamos…
See you in Conference Room.
Image by Keaton Andrew Photography via Flickr
Título: O Livro das ilusões
Autor: Paul Auster
Colecção: Vozes do Mundo
Tradução: José Vieira de Lima
Editora: Edições Asa
1ªEdição – 2002
«O acto de escolher e abrir um livro oculta a contradecisão que ocorre em simultâneo: o acto involuntário de não escolher e de não abrir todos os outros livros do universo.»
Pierre Bayard, How to Talk about Books you Haven’t Read, Londres, Granta Books, 2007, p.6.
A história de um homem que – após escrever um livro sobre um realizador de cinema mudo desaparecido – na sequência da morte de toda a sua família e de um isolamento depressivo se vê arrastado para a busca desse mesmo cineasta. Uma narrativa fantástica deste autor norte-americano, repleta de reflexões profundas sobre a existência humana e dotada de uma vasta investigação sobre cinema mudo. Por outro lado questiona-se de forma pertinente a produção artística e o uso dos direitos de produção, num mundo em que a arte perde real valor para o comércio e exploração da imagem dos seus criadores. Também uma boa forma de curar uma depressão sem recorrer a fármacos naturais ou não.
Segunda-feira. Não dormi. A noite inteira à espera do sono, ouvindo Beirut.
Sempre as mesmas recordações da saída, o portão enferrujado que não se abre, e eu, quieto, no meio da bruma como transparência volátil. A vontade de olhar para trás. E o portão que não se abre.
Não dormi e o portão continua fechado.
Desceu as escadas de granito húmidas de cinzento. Rodou o tronco para trás mas não olhou. As folhas das árvores, tingidas de outono, ressoavam na calçada fustigadas pelo vento.
Apressou a passada e sentiu a aragem fria.
A dor no peito confundiu-se com a amargura das árvores ao entardecer. As suas sombras acrescentavam negritude ao cinzento da tarde.
Chegou aos tropelões ao grande portão que se agarrava como podia às pedras soltas do muro que já fora muralha da china.
Agarrou a ferrugem tingida de verde. Quis olhar para trás novamente mas a dor enfraqueceu-lhe a vontade. Demorou-se no ranger das velhas dobradiças de ferro. Morreu aí o tempo.
Volto ao dó sustenido. Em vez do “rufar dos tambores”, escolho o roçar dos tambores para título deste post.
Deixei-te tocar. Sublinhei os sons de doce harpa com o roçar dos tambores, sons de indígenas, de verdes florestas virgens.
Queimei a minha dor de encontro à tua.
Esperei a anestesia no meu corpo com o teu aroma doce.
Em vão… Ardeu mais esse fogo.
Escrevo pouco. Sempre escrevi pouco. E sempre falei pouco. Lembro-me dos tempos da adolescência…Eu e um grupo de amigos participámos numa festa… uma festa qualquer, já não me lembro…
O nosso grupo tocou e cantou a “Música do Silêncio”.
E tivemos palmas. Não se ouviu nada das nossas bocas nem som dos instrumentos. Apenas…silêncio. E os gestos de quem toca e canta no palco. Devemos ter sido uns perfeitos palermas, mas lá que interpretámos bem, não pode haver dúvidas. A ovação final só pode ter sido pela mímica. As nossas caras lindas não davam para tanto.